Diante a tantas mudanças anunciadas e previstas para o programa de intercâmbio com permissão de trabalho na Irlanda, reunimos aqui um resumo de tudo que já aconteceu e o que está entrando em vigor em 20 de janeiro de 2016. 

  • Tempo de curso + férias

Como era: o programa era formado por 6 meses de curso + 6 meses de férias. O estudante podia tirar as férias quando quisesse, após iniciado o curso, desde que acordado com a escola. 

Como ficou: vistos emitidos a partir de 20/01/16 são de 6 meses de curso + 2 meses de férias. O estudante pode programar essas 8 semanas de férias ao tirar o GNIB e caso não o faça, as férias serão automaticamente concedidas após o término dos 6 meses de curso. 

Dica Mundi: 6 meses de curso equivalem a 25 semanas de aula. Se você tem um tempo certo para voltar ao Brasil ou quer já comprar as passagens de ida e volta com as datas corretas, conte semana a semana no calendário, e não os meses corridos. 

  • Horário das aulas

Como era: o estudante podia trocar o turno das aulas mediante a disponibilidade das vagas na escola. Algumas escolas cobravam preços diferentes para turnos da manhã e da tarde, então se o aluno pagasse a diferença e houvesse vaga, ele também poderia fazer a troca após o curso já iniciado. 

Como ficou: a partir de agora os alunos não podem mais trocar o turno das aulas, em nenhuma hipótese. 

Dica Mundi: escolha seu horário de aula de acordo com o seu rendimento em cada turno. Se você odeia acordar cedo aqui, imagina quando tiver um friozinho de zero grau? Melhor descartar o curso pela manhã. Se você morre de preguiça depois do almoço, nem pensar em escolher o período da tarde! É muito importante que você aproveite o curso ao máximo, para fazer valer a pena esse investimento e continuar motivado durante o curso todo. 

  • Permissão de trabalho 

Como era: o estudante tinha permissão de trabalho de meio período (20 horas semanais) durante as aulas e permissão de trabalho integral (40 horas semanais) durante as férias, em qualquer época do ano. 

Como ficou: o estudante continua com a permissão de trabalho de meio período durante as aulas e de período integral durante as férias, desde que as férias sejam nos meses de maio, junho, julho e agosto e entre 15 de dezembro até 15 de janeiro. 

Dica Mundi: se trabalhar período integral for algo essencial para a sua experiência (seja por bagagem/conhecimento ou por motivos financeiros, programe o início do curso para meados de novembro/dezembro, assim você garante que seu período de férias irá coincidir com o período em que você pode trabalhar full time. 

  • Escolha da escola 

Como era: a Irlanda (principalmente em Dublin) era recheada de opções de escolas para todos os gostos, bolsos e critérios. Todas essas escolas tinham permissão do governo para funcionar, independente de ter ou não algum certificado específico. Até então, a imigração recomendava alguns certificados, mas não os exigia para que a escola recebesse estudantes estrangeiros. 

Como ficou: a partir de 20/01/16 apenas escolas que constem na lista do ILEP, divulgada nesta mesma data, são permitidas pela imigração a conceder vistos aos estudantes estrangeiros. 

Dica Mundi: não sofra muito com a escolha da escola. Não adianta escolher a escola mais cara de Dublin, se for para ficar apertado com os 3 mil euros na hora de viajar. Escolha algo dentro das suas condições financeiras de maneira confortável e aproveite ao máximo as facilidades que as escolas oferecem: aulas de conversação grátis, livros na biblioteca para estudar em casa, peça ajuda ao professor onde você encontra mais dificuldade e etc. 

  • Exame exigido ao final do curso 

Como era: as escolas geralmente aplicavam exames próprios (informais) na conclusão do curso do estudante para entregar o certificado. 

Como ficou: todos os estudantes devem, obrigatoriamente, prestar um exame oficial ao final do curso. Esses exames podem ser: TIE, IELTS, FCE, CAE, entre outros, e o estudante pode escolher qual o exame mais indicado para si com a ajuda do suporte acadêmico da escola. Esse exame precisa ser pago junto com o curso, ou assim que o aluno chegar (caso o curso tenha sido comprado antes da implementação dessa nova regra) e custam entre 100 e 180 euros. 

Dica Mundi: Caso você tenha planos acadêmicos na Irlanda ou em qualquer país que fale inglês, seria ótimo se você já prestasse para o IELTS já que ele é solicitado em todas as universidades e colleges para estudantes estrangeiros. Caso você queira alguma certificação internacional que prove o quanto você aprendeu no seu intercâmbio (seja uma conquista pessoal ou para agregar valor ao seu currículo), escolha um dos exames de Cambridge de acordo com o seu nível (FCE – first certificate in English, CAE – certificate of advanced English e CPE – certificate of proficiency in English) pois eles são válidos no mundo inteiro e muito respeitados. Se você não se encaixa em nenhuma dessas opções acima, você pode optar pelo exame TIE, um teste Irlandês criado pelo ACELS, que vai cumprir sua obrigação em relação à imigração e também avaliar até onde você chegou no seu nível de inglês. 

Por que todas essas mudanças ocorreram? 

Basicamente porque muitos estudantes buscavam a Irlanda como um destino facilitador de um visto de trabalho na Europa, tendo o curso e o aprendizado do idioma como último item na lista de prioridades. Com essas novas medidas, as escolas vão oferecer mais qualidade, os alunos levarão o curso mais a sério e a experiência de intercâmbio será muito mais proveitosa, voltando ao Brasil com um inglês bem desenvolvido e muita história para contar. 

O que o ILEP garante?

Segundo o ICOS em tradução livre: “O ILEP não garante a qualidade da instituição mas se está na lista, isso significa que eles cumpriram certos critérios incluindo o oferecimento obrigatório do seguro learner protection, máximo de 15 alunos por sala de aula e provas de que o time de professores é devidamente qualificado. As escolas continuarão a ser inspecionadas e qualquer escola que infrinja as regras será excluída da lista.”

Lembrando que todas as mudanças são decisões da imigração, e não das escolas e/ou agências de intercâmbio. Às escolas, agências e aos estudantes resta apenas acatar as novas regras e adaptar os planos de acordo, tendo em mente que todas as mudanças são para melhor, sem sombra de dúvidas! 🙂

No link abaixo você encontra as informações na íntegra:
http://www.inis.gov.ie/en/INIS/Pages/Interim%20List%20of%20Eligible%20Programmes%20-%20ILEP

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *